Conta de luz com energia solar subiu em 2026? Entenda a TUSD Fio B e como contestar

Energia Solar. Entenda a TUSD Fio B e como contestar

O ano de 2026 começou com um alerta para milhares de brasileiros que geram a própria energia solar.

De um lado, consumidores enfrentam dúvidas sobre aumentos abruptos nas faturas; do outro, os recentes apagões em grandes centros urbanos reacenderam a urgência por autonomia total da rede elétrica.

Se a sua conta de luz com energia solar subiu mais do que o esperado em janeiro, você não está sozinho. Entenda o que está acontecendo e como proteger o seu bolso.

O alerta: cobranças da energia solar acima da lei em 2026

Recentemente, faturas em estados como Mato Grosso apresentaram valores muito acima do previsto pela legislação.

O tema foi debatido pelo diretor de Geração Distribuída do Sindenergia MT, Edem James de Campos Oliveira, que apontou inconsistências graves.

Segundo a Lei n.º 14.300/2022, o ano de 2026 marca uma nova etapa na transição da TUSD Fio B.

Agora, a cobrança corresponde a 60% do valor do Fio B, o que deveria representar, em média, cerca de 16% da energia injetada na rede.

O Erro: Edem James explicou que, até dezembro de 2025, o valor girava em torno de R$ 0,15 por kWh injetado. Em janeiro de 2026, o valor legal deveria subir para algo entre R$ 0,18 e R$ 0,20. No entanto, faturas foram emitidas com cobranças próximas de R$ 0,55 por kWh.

“Esse tipo de cobrança está incorreta. Não existe, pela lei, nenhum salto desse tamanho. O consumidor precisa procurar a Energisa e pedir a revisão da fatura, porque o que foi relatado é um valor muito acima do que deveria ser aplicado”, afirmou o diretor.

Passo a passo: como contestar sua fatura indevida

Se você identificou um aumento desproporcional, siga estas orientações do Sindenergia:

  1. Analise o kWh injetado: verifique se o valor cobrado por kWh injetado está acima de R$ 0,20. Se estiver na casa dos R$ 0,50, há erro.
  2. Confira a Base de Cálculo: A tarifa incide apenas sobre a energia injetada na rede, e não sobre o seu consumo total ou geração total.
  3. Abra um Chamado: Entre em contato com a concessionária (ex: Energisa) e solicite formalmente a revisão técnica da cobrança da TUSD Fio B.
  4. Ouvidoria e ANEEL: Caso a distribuidora não corrija o erro, utilize o número do protocolo para registrar queixa na Ouvidoria da Agência Estadual ou na ANEEL.

A solução contra apagões: sistemas híbridos e baterias

Sistema híbrido Foto: Assessoria GoodWe

Se a regulação traz desafios, a fragilidade da rede elétrica em 2026 traz riscos reais também, segundo especialistas.

Os apagões prolongados em São Paulo no final de 2025 mostraram que ter apenas painéis solares não garante energia quando a rua fica no escuro.

Allan Martins, CEO da Snapsol, explica que sistemas solares tradicionais (on-grid) desligam durante quedas de energia por segurança.

A independência real vem dos sistemas híbridos com baterias de lítio.

“O sistema solar tradicional, só com placas e inversor, desliga quando acaba a energia da rua. Isso é uma exigência de segurança. Já o sistema híbrido com bateria de lítio funciona de outra forma. A bateria cria uma rede própria. Quando falta energia da concessionária, o sistema interrompe a injeção na rede e passa a alimentar a casa ou o comércio pelas baterias. É aí que entra a segurança energética. O apagão fez muita gente perceber que não basta gerar energia, é preciso armazenar”, destaca Martins.

Relatos de Autonomia: Do Salão de Beleza ao Meio Rural

O investimento em baterias deixou de ser apenas sobre economia e passou a ser sobre segurança energética também.

Segundo o empresário Henry Fernandes, do salão Concept Hair, em São Paulo, o empreendimento manteve o faturamento durante dias de apagão.

“Eu coloquei energia solar aqui no salão, com placas em todo o telhado e, junto, um sistema híbrido com baterias. Quando a luz acabou na rua inteira, o salão continuou funcionando. Claro que não tudo, mas as áreas prioritárias seguiram ativas. Isso fez toda a diferença, porque conseguimos trabalhar normalmente e não perdemos faturamento nesses quatro ou cinco dias sem energia. O investimento foi planejado para caber no que eu já gastava de energia. Hoje, pago a parcela do financiamento no valor médio da conta. Quando terminar, esse dinheiro passa a ficar no meu bolso”

Já no campo, o integrador Lucas Augusto de Freitas Zanfolin, da Bitsol Energias e que utiliza sistemas da GoodWe, relatou que seus clientes rurais que possuem baterias agora têm paz:

“Tenho cliente rural que sempre reclamava de falta de energia. Depois que instalamos bateria, ele nem percebe quando a energia cai. Inclusive, os vizinhos avisaram que a região estava sem luz. A diferença é a tranquilidade. Antes, qualquer sinal de chuva gerava insegurança. Hoje, ele sabe que vai ter iluminação, internet, geladeira, banho quente. Isso muda completamente a experiência” comenta ele.

Quer saber mais sobre energia solar? Então não deixe de ler também:

Economia doméstica Energia solar Conta de luz Sustentabilidade Investimento residencial

Mulheres na energia solar: o crescimento feminino no mercado fotovoltaico

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *